Ferrugem asiática preocupa produtores do oeste da Bahia

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Foi emitido um alerta sobre a ocorrência de focos da ferrugem asiática no oeste baiano pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) junto com os integrantes do Programa Fitossanitário da Soja.

Foram encontrados núcleos de incidência no município de São Desidério em Roda Velha de Baixo, no município de Barreiras em Rio de Pedras e Placas e no município de Luís Eduardo Magalhães em Novo Paraná.

Esta é a principal doença mundial da sojicultura e vem evoluindo a cada safra por conta do aumento da resistência dos esporos em relação aos fungicidas, o que pode gerar de gasto ao produtor, 20% de sua receita.

No Dia Rural nós falamos dessa doença e algumas dicas para controlá-la, confira aqui.

Confira a seguir o que disse o coordenador do Programa Fitossanitário, Armando Sá.

“Estamos com perspectiva de safra cheia, então o produtor não pode arriscar nesse momento. Por isso, é importante que ele esteja monitorando com frequência para fazer intervenções, caso seja necessário”, destacou Sá.

Semeadura de soja em Passo Fundo, norte do RS – Foto: Joseani Antunes

Ainda segundo ele, o aumento dos focos da Ferrugem Asiática têm relação com a alta umidade devido ao período intenso de chuvas que tem sido registrado recentemente nessas regiões.

Ainda há muitas áreas com lavouras novas, ou seja, que foram plantadas no final do período de semeadura.

Estas áreas de cultivo apresentam maior potencial de perdas quando afetadas pela doença, sendo necessário assim o monitoramento dessas áreas e em muitos casos o controle químico.

O fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da Ferrugem Asiática, já teve grande impacto no modo de produção da oleaginosa, inclusive com a adoção do vazio sanitário, desde de 2001.

O manejo dessa doença é dificultado pelas sementes que caem de caminhões e germinam às margens das rodovias e a facilidade de disseminação dos esporos pelo vento.

Por: Mariana Gomes Pacheco de Sá